Não vou comentar o teor da zanga no e-mail, isso é cada um com seu cada um. Porém, não pude evitar o prazer que senti na parte que comenta sobre o versoseacordes.com.
Grata à Sonia, por ter enviado o e-mail. Agradeço também aos que pensam como o(a) desconhecido(a) que, muito provavelmente, deve fazer parte do mundo literário.
Uma pena que não tenha assinado o manifesto da mensagem ou que a assinatura tenha sido apagada, que é bem mais provável... Se alguém conhecer o(a) autor(a), transmita-lhe meus sinceros agradecimentos.
Os dois últimos parágrafos foram negritados por mim.
Olá, amigos.
O site Blocos Online colocou uma campanha no ar pedindo dinheiro. Hoje abro este e-mail do Tanussi Cardoso apoiando e reforçando o pedido do Blocos. A mim causou muita estranheza um pedido desses vindo de Leila Miccolis, profissional que até então, gozava de meu respeito e admiração.
O Blocos nasceu como um site disposto a divulgar os independentes. No meio do caminho virou editora e passou a divulgar apenas os poetas que encomendassem os livros à Editora Blocos Online. Essa nova política fechou as portas aos poetas que não faziam parte do elenco da editora, deixando de lado o papel inicial de dar apoio e promover "todos" os independentes e amadores. Virou um site para promover a editora, essa que é a verdade.
Agora, oito anos depois, Leila Miccolis lança um pedido de socorro no site, pedindo dinheiro para continuar mantendo o trabalho. Dessa forma, fiquei sabendo que o Blocos Online na verdade, só existia porque havia um patrocinador por trás. Patrocinador, patrocina; quem patrocina, sustenta. Blocos Online sempre funcionou como uma empresa, com o intuito de conquistar escritores amadores e independentes a lançarem seus livros pela editora. Como editora, Blocos Online soube cobrar tão bem como qualquer outra editora comercial que tem o lucro como objetivo principal.
Sem contar o que penso, vamos à prática: praticamente todas as editoras que conheço possuem site. Em nenhuma delas vejo pedido de socorro pra receber doações em dinheiro. Citando All Print Editora como exemplo, que é uma editora de São Paulo que tenho especial apreço: publica livros independentes por preços justos, leva os escritores às Bienais, põe os escritores em algumas livrarias on-line, eventualmente divulga eventos que nem são realizados pela editora. Até procurei mas não encontrei nenhuma campanha " a fim de conseguir fundos necessários para a manutenção do portal". No Rio de Janeiro, tem a Câmara Brasileira de Jovens Escritores, que mantém um portal e uma editora sem se sentir forçada a recorrer ao leitor para continuar realizando seu trabalho.
Entre os sites que tem como objetivo divulgar amadores e independentes, creio ser A Garganta da Serpente o melhor exemplo, mantido e gerenciado com muito carinho pela Agostina Akemi Sasaoka que "sobrevive às intempéries e completa uma década de teimosia e literatura", sem patrocínio. Também há o Versos & Acordes, criado por Elida Kronig, uma "apaixonada pelo excelente trabalho dos artistas independentes, ignorados pela mídia". Sem patrocínio.
Duas mulheres, dois exemplos, duas forças motoras, duas batalhadoras, duas promotoras, duas divulgadoras.
Paixão, boa vontade, responsabilidade, comprometimento.
Sem patrocínio, sem ajuda financeira, sem apoio.
Mitos e deusas.
Com amor, Agostina e Elida.
Saudações culturais
Elida/versoseacordes.com
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